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O importante não é fazer coisas grandes. Mas ser grande nas coisas que se pode fazer.
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:: 17 de junho, 2007 ::
E o show em Santa Rosa de Viterbo foi demais!
Terça feira, 12 de Junho, Dia dos Namorados, 22 º Aniversário da Fundação Cultural de Santa Rosa, Grêmio Recreativo, 21:30 horas. Mesas repletas.Um público seleto que sequer imaginava vivenciar, de fato, um grande encontro. O octeto do Coral Municipal adentra o salão do Grêmio entoando canções eternizadas. Com ginga, com emoção. Um dia antes todos seus componentes já tinham conhecido os grandes artistas que iriam se apresentar no palco do Grêmio. A emoção do nosso Coral era um bom prenuncio. A verdadeira música brasileira, sopro divino, estava em nossa cidade muito bem representada. Paulinho Tapajós, Claudia Telles e Marcello Lessa, foram se apresentando, aos poucos. E o público começou a sentir que estava diante de um momento mágico que só a verdadeira arte pode proporcionar. Marcello Lessa se anunciou no solo de “Cobra Criada” , de Paulo Emilio e João Bosco. Em seguida, com Pomba Gira, dele e de Paulo Emilio, composta em nossa cidade. Claudia Telles vem em seguida, suave, sutil, afinadíssima, com “Felicidade”. A felicidade continuou com a presença de Paulinho Tapajós, um dos maiores compositores do país. Juntos, eles cantam “Irmãos Coragem”, tema de novela da Globo, do mesmo nome. Daí para a frente foi só emoção. Foi o grande encontro novamente de Santa Rosa com o que há de melhor na verdadeira musica brasileira. Um privilégio para o público, que cantou junto “Andança”, “Chega de Saudade”, “Cantiga Por Luciana” , “Fim de Tarde” e outros sucessos inesquecíveis. E o encerramento apoteótico veio com o convite dos artistas para que o octeto do Coral subisse ao palco. E juntos, cantam “Sapato Velho”, de Tapajós. Quem viu e ouviu com certeza não esquecerá. Quem ouviu falar, com certeza, pede uma chance novamente para também viver Um Grande Encontro.
:: 09 de junho, 2007 ::
E por falar em saudade...
Parece que quanto mais o tempo passa, ou a idade aumenta, vamos ficando mais saudosistas. Talvez porque a sensação de que antigamente tudo passava mais devagar, as pessoas eram mais carinhosas, a vida era menos complicada, sem tanta corrupção, pelo menos visível, sem tanta poluição, tanto lixo! Cada dia mais vamos tentando voltar ao que era mais natural, mais saudável, mais real. Vivemos nos acomodando nas modernidades, nos controles, celulares, internet, utensílios e máquinas feitas para agilizarem nosso dia a dia, mas por algum motivo qualquer, o tempo insiste em passar cada vez mais depressa, quando se vê a manhã se foi a noite chegou, o ano acabou, e deixamos um monte de coisas por fazer, por visitar, por relembrar. Sexta-feira, dia 1 de junho cheguei de viagem, fomos fazer show em Campos e um show fechado junto com Paulinho Tapajós em Itabira, interior de Minas, eu estava cansada, mas havia um show no Garden Hall que eu queria muito assistir, juntei forças para isso e fomos. Esse show fazia parte da minha vida, da minha adolescência, voltei no tempo legal. O show foi maravilhoso, ouvir as canções que foram trilha da minha vida durante muito tempo foi pra lá de bom, e o melhor, ter a certeza de que tudo valeu a pena.
Tão gostoso ver a família reunida no palco e nos bastidores, irmãos e irmãs, filhos, sobrinhos, cunhadas, os amigos de uma vida toda, bom demais isso. A vida vai se encarregando de levar cada um pro seu canto, Eva e Marizinha na França, Regina na Itália, Mário, Renato, Ronaldo e Robertinho por aqui, mas cada um com seu tempo, sua vida, filhos, netos, trabalhos paralelos. Independente de estarem no palco três ícones da nossa música, Golden Boys, Trio Esperança e Evinha, o que eu via ali era uma família, família essa que foi minha durante uma boa parte da minha vida, o começo da minha história musical. Ver os filhos deles tocando junto, ver o Bruno Galvão, filho do Mário organizando tudo, Pedro, Diego, Beto, Leozinho, fora os que estavam lá e eu não vi, foi tudo de bom. Reencontrei amigos que não via a tempos.
Acabado o show, fomos ao camarim, lá eles brindaram pelo sucesso de todo esse trabalho, casa lotada, público emocionado, e todos nós também, passei o show todo entre lágrimas e risos, tudo tão lindo.
Senti Dona Nazareth, mãe deles, tão presente e feliz, não pelos filhos cantores e pelo show em si, mas em ver os filhos juntos, unidos num mesmo ideal. Quando comecei a fazer vocal com eles para outros artistas em gravações, o pessoal os chamava de Golderança, mistura de Golden Boys e Trio Esperança, mas a sacada que eles tiveram para o show foi maravilhosa, GOLDEN HERANÇA, uma herança de ouro mesmo, porque 7 filhos cantores e ótimos cantores não é pra qualquer um não, afinação igual a deles eu nunca vi!
Valeu! |
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