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O importante não é fazer coisas grandes. Mas ser grande nas coisas que se pode fazer.
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:: 31 de agosto, 2006 ::
Setembro-Sala Baden Powell
Av. Nossa Senhora de Copacabana, 360 -
:: 29 de agosto, 2006 ::
Parte final.
Troquei de roupa, ajeitei a maquiagem e fui para o camarim da Nalva e de Pepê e Nenem, tiramos mais fotos, conversamos um pouco enquanto olhávamos pelas tvs internas a Joelma, a Perla e o Sandro se apresentando. O papo estava bom e não prestei muita atenção nas imagens, só me detive quando vi o Zé Luiz porque eu entrava depois dele. Vi o filho dele fazendo um depoimento, havia visto a filha da Perla e da Joelma também, mas como a tv estava bem baixa não escutei o que era dito, só estranhei a hora que mostraram o rosto do Zé Luiz muito emocionado, e eu não entendi nada!
Entre um artista e outro havia um espaço de gravação, pequeno, não foi como o outro que ia direto como se fosse ao vivo mesmo, então deu tempo da gente parar para tirar fotos. Chegou a minha vez e Thábata veio me chamar, fui e me levaram para trás do palco e pediram que eu ficasse em frente a uma imagem do logotipo do programa que é a coroa e me postasse diante do monitor que estava ali e me avisaram que dessa vez seria filmado a gente assistindo a nova filmagem que foi feita! Na hora pensei comigo: Ai meu Deus, isso não vai dar certo! Avisaram que ia gravar e começaram a passar o tape, mostraram as imagens de meu filho mais velho e eu chegando a Miguel Pereira, as imagens que fizemos na cachoeira, no lago, tudo tão lindo, apareceu o depoimento do José Messias, amigo querido dentro desses meus 30 anos de carrreira que acabei de completar no mes de agosto, e derrepente me aparece Leonardo falando, meu filho mais velho, virei uma estátua de sal, esperava qualquer pessoa falando ali, menos ele, ele não é de falar, ainda mais em frente às câmeras pois é tímido toda vida! Eu fiquei emocionada de um tanto que não consegui segurar as lágrimas, comecei a chorar sem parar e eu tinha que entrar para gravar a canção, não me lembro direito o que o Leo falou, só a frase final ficou na minha cabeça "porque você é uma guerreira", e ele mais do que ninguém sabe disso. Eu com medo de borrar a maquiagem, tentava segurar o choro, Joelma ficava do meu lado falando:
Perla ficou nervosa, a produção me deu água, eu ria com o pânico deles e chorava ao mesmo tempo relembrando o rosto do Leo falando e a frase soando "porque você é uma guerreira" ! Escutava o Silvio falando pra gravar e a produção respondendo pra esperar que a cantora estava chorando. Imaginem! Enxuguei o rosto e fui para a boca de cena, Silvio me anunciou e eu entrei ainda com lágrimas caindo pelo rosto, consegui cantar, meio engasgada mas consegui. Quando acabei Silvio veio conversar e disse que eu estava muito emocionada, falei que aquele era meu filho mais velho e quase me desmantelei em pranto de novo. Ele comentou sobre a coroa e respondi que aquela caixinha era uma caixinha de carinho. Pedi pra que ele deixasse eu lhe dar um beijo e agradeci por tudo.
Acabada a gravação, nos abraçamos todos e comentamos que o Silvio tinha que dar um jeito de continuar com um programa similar, faltaram tantos artistas e é tão bom poder rever os amigos dessa forma, todo mundo junto, conversando, relembrando os bons tempos, confraternizando, foi tudo MUITO BOM! A orquestra esteve maravilhosa, agradeci aos meninos pela força, eles vieram me cumprimentar pela canção e de como tinha saído bom. Sinceramente eu nem sei o que aconteceu no palco, eu estava tão emocionada que simplesmente não me lembro do que aconteceu diante das câmeras, se houve algum deslize me perdoem, mas quem cantou ali foi meu coração, não fui eu!
E foi isso que aconteceu por lá. Ficarei com lindas lembranças de amigos tão queridos e de momentos maravilhosamente inesquecíveis. Pelas minhas contas, a primeira parte do programa acaba em setembro, com a escolha dos 25 semi-finalistas, e a nova parte, no caso o meu programa já começa na primeira semana de outubro, se o Tio Silvio não mudar a ordem deles.
:: 25 de agosto, 2006 ::
Continuação!
No lugar em que estávamos, perto da Paulista, estava friozinho mas com um sol lindo, lá no SBT estava um frio danado e o tempo nubladão, nem precisava fumar pra sair fumacinha da boca, demorou a abrir o sol por lá!
Vocês não tem noção de como o complexo do SBT é imenso, vale à pena entrar no Site, clique nos números da figura e vá conhecendo todas as áreas, é grande demais, é tipo o Projac aqui do Rio. Essa é a parte onde ficam os estúdios, chegamos, fiquei do lado de fora fumando um cigarrinho, vício maldito esse, e chegou meu queridão Silvio Brito, ficamos batendo um papo, Zé Bonitinho passou por nós, cumprimentou-nos, chegou Liminha, tá enxuto ele, emagreceu pacas, logo chegou a Thabata e o recreio acabou. Mas ainda vi caminhando em direção ao carro o César Filho e o Celso Portinhole, mas nem deu tempo de falar com eles. Fui para maquiagem, já encontrei as meninas por lá, Pepê e Nenem, Perla, Joelma, Nalva Aguiar e ainda Zé Luiz. Fui maquiada e depois de dar um jeito no cabelo fui trocar de roupa, ainda bem que no estúdio não estava tão frio porque as roupas que levei eram decotadas, imaginem!
Arrumada e maquiada fui achar o povo para tirar fotos, queria guardar na lembrança, e de lembrança, esse momento tão especial, é difícil hoje em dia a gente se encontrar com tantos colegas de uma só vez, antigamente isso era semanal. Ô saudade! Num camarim , eu, Perla e Joelma, e Pepê e Nenem ficaram com a Nalva Aguiar, fariam o próximo programa, mas ninguém parava no seu próprio camarim, só para trocar de roupa mesmo.
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Eles repassam o tape do primeiro programa mostrando fotos de carreira, programas, troféus, discos, Silvio apresenta, falando que de 125 artistas e 25 programas nós conseguimos chegar até ali. Eu era a última a me apresentar do grupo, e enquanto eu cantava, Perla alisava o monitor e falava. - Minha amiguinha, tão querida, tão linda né, mas ela é morena dourada, com essa roupa parece que está pelada! Falava para o Vanderley, meu empresário, que ria adoidado. Perla estava linda com a primeira roupa, cantou "Pequenina", parecia uma Yemanjá, quase pedi a roupa dela emprestada pra cantar "Arrastão" ! Joelma estava linda também, mas como era a primeira a cantar, não tive tempo de tirar uma foto com ela com o primeiro vestido, que era de pedrarias, lindo demais. Acabada essa primeira parte fomos correndo nos arrumar para gravar a segunda! Não briguem comigo, mas ainda continua...!
:: 24 de agosto, 2006 ::
De volta ao SBT.
Saímos do Rio no vôo das 9 horas, Vanderley passou aqui para me pegar pelas 7:30, 1 hora de Santos Dumont esperando dar o horário de vôo e fomos para Sampa. No embarque descobrimos que ia do Rio, além de mim, Pepê e Nenem. Chegamos em Sampa e ficamos esperando minha mala na esteira, passaram oitocentas malas e nada da minha. Fomos perguntar a um moço da TAM que estava parado perto de uma pilastra. Explicamos o acontecido, ele nos olhou, apontou pra direita e disse: -Será que é aquela ali? Ela veio num vôo antes do seu na verdade. Ok, era ela, sozinha, largada num canto, peguei a mala, dei um suspiro profundo de alívio e saímos para o desembarque. O povo do SBT ainda não tinha chegado. Vanderley ligou para a produção e eles avisaram que o trânsito estava demais por causa de um acidente mas que os carros já estavam à caminho. Demorou uns 15 minutos e os carros chegaram. Depois de uma hora de viagem do aeroporto até o SBT chegamos!
Dessa vez, como eram menos programas e conseqüentemente menos artistas, a coisa por lá estava mais tranqüila e deu tempo de tirar fotos e bater papo com os colegas. Da direita pra esquerda é a Silvana e a bonitona da Thabata, as outras meninas não guardei os nomes, mas vou perguntar a Thabata e colocar aqui. Sem falta! Elas são uns doces. (Thábata acabou de me passar por e-mail, da direita pra esquerda, Silvana, Thábata, Eu, Mariana, Juliana e Nana) Tirei a foto com as meninas e de longe avistei uma pessoinha que adoro!
-Claudinhaaaa! No que eu respondi: -Moacyrrrrrr!!!! Viemos andando até nos encontrarmos, nos abraçamos apertado, fazia tempo que a gente não se via, a última vez nos encontramos num shopping em São Paulo, ele saindo do elevador e eu entrando. Perguntei se não haveria como ele conseguir os tapes de seus programas antigos, inclusive o quadro- Canta, mas não mente- do qual participei com mamãe e ele com o Guto, os dois pequenos de tudo. Ele disse que iria tentar, mas que apagaram a maioria dos arquivos. Muito triste isso, é nossa história que se vai sem critério nenhum, pois segundo Moacyr, eles escolhem assim. -Pega o 2 , 19, 27, 54, guarda e o resto apaga! Sem nem saberem o que tem dentro das fitas, uma pena! Conversamos mais um bocado, ele foi gravar " A Praça é nossa" e entrei para passar a música.
Abracei muito a Perla, sempre gostei muito dela, ela sempre foi uma colega carinhosa e atenciosa não só com os amigos mas com todos que a cercam de alguma forma. Ficamos ali conversando um pouquinho, as meninas foram passar o playback, Perla comeu um sanduiche, tirou uma foto com o Vanderley, meu empresário e que adora a Perla, se despediu e foi pra casa. As meninas começaram a passar a música com a orquestra, "Abalou" da Ivete Sangalo e fiquei encantada com o que ouvi! Eu nunca as tinha ouvido ao vivo e fiquei literalmente extasiada com Pepê e Nenem cantando. Um baita swingão, afinadíssimas, são de uma simpatia só, alegres toda vida, já gostava, agora fiquei fã!
Enquanto elas passavam foram chegando os Demônios da Garoa e o cantor Nilton César, claro que não perdi a oportunidade de tirar uma foto, afinal, são artistas importantes dentro da nossa música e pessoas muito queridas por mim. O pessoal dos Demônios já está quase todo renovado, uma nova geração. Conversamos um pouco sobre o programa e a possiblidade desse reencontro tão gostoso que ele nos proporciona e sobre o Bar Brahma em Sampa que eles tocam toda a semana.
-Nossa, como mudou a sonoridade! Fiquei feliz pacas. As meninas acabaram, se despediram enquanto eu passava o playback de "Eu preciso te esquecer". Passado o playback fomos à música nova, eu escolhi "Quando a chuva passar" de Ramon Cruz, música nova da Ivete também e que está na novela "Cobras & Lagartos", achei a canção linda demais. O maestro me perguntou se eu achava legal tirar uma parte da introdução, no que eu achei uma boa porque ela repete duas vezes, ele tirou um pianinho meio alucinado que tinha no solo e tirou o final que eu tbém achava desnecessário. A música ficou enxuta, e a orquestra tocou lindamente. Olhei a dália, estava direitinha, embora essa música eu tenha conseguido decorar na boa, mas é bom ter a dália por perto porque com o nervosismo a gente nunca sabe o que pode acontecer com a nossa memória. Passei a música duas vezes, o maestro, muito simpático por sinal, perguntou se estava bom ou se queria passar mais uma vez, respondi que estava jóia e que não precisava. Agradeci a ele e aos meninos da orquestra. Enquanto me despedia das meninas da produção o maestro veio falar comigo sobre a outra apresentação, comentei que a orquestra agora estava muito melhor e mais unida. Ele disse que assistiu a minha participação junto com o filhinho de 8 meses e que enquanto eu estava cantando a esposa chegou e foi mexer com o nenêm e que ele tinha ficado bravo e chorou porque ela atrapalhou, e o maestro achou muito engraçado de como ele ficou prestando atenção em mim cantando. Falei pro maestro: -É o timbre, a sonoridade da voz que deve ter chamado a atenção dele. O maestro. -Pois é, acho que ele gostou da suavidade da sua voz! Fiquei feliz, criança é benção de Deus. Me despedi do pessoal e fomos para o hotel.
Por volta das 17 horas eu já estava no hotel, e por lá fiquei, lavei o cabelo, sequei e dormi cedo, estava cansada. Continua!
:: 21 de agosto, 2006 ::
Castelo do Vinho.
O lugar é lindo demais, uma tentação só. Tem tudo de vinhos, queijos, cachaças, petiscos, um restaurante maravilhoso, uma adega de vinhos climatizada maravilhosa, um bolinho se bacalhau pra acabar com qualquer dieta e funcionários sorridentes que é o melhor. Vale à pena conhecer: http://www.castelodovinho.com.br A Banda Primus. ![]() A Banda é formada pelos primos Rodrigo e Diego Saldanha, filhos do Renato dos Golden Boys, Beto Filho, filho do Roberto também dos Golden Boys e Bruno Galvão, filho do Mario do Trio Esperança. Além de todos tocarem muito bem, também cantam lindamente, fiquei encantada e emocionada de ver todos aqueles meninos ali, e lembrei de todas as barrigas das mães que presenciei, inclusive do Kiquinho Neto, filho do Kiko do Roupa Nova, que estava substituindo o Diego que estava viajando com os Golden pro nordeste. A parte de eventos do Castelo do Vinho é maravilhosa, a casa é linda e aconchegante e estava cheia, inclusive nosso amigo e compositor Lourenço estava lá. Matei saudades da Sueli, esposa do Kiko do Roupa, pessoinha tão querida que fazia muito tempo que não via. Muito bom ver os meninos tocando, ouvir a sonoridade deles no palco, uma sonoridade que me é tão familiar. Bom ver músicos tocando com gosto me alegria. As canções da Jovem Guarda, por si só, já são uma festa, mas ver a vontade e satisfação com as quais eles interpretam cada uma delas é gostoso demais e o público faz uma viagem emocionante e feliz por elas participando intensamente e virando uma grande festa na verdade.
Bruno cantou todas as canções, ele é fã do Bruno Galvão e é muito engraçado a afinidade dos dois. Comentei com a Sueli como era interessante ver as namoradas dos meninos cantando, dançando e curtindo seus namorados e maridos no palco, do mesmo jeitinho que fazíamos quando éramos namoradas dos meninos dos FANKS, ela do Kiko e eu do Paulinho, hoje Roupa Nova.
Comecei cantando "Fim de tarde", depois "Mais uma vez", sucesso de Marizinha, tia deles e minha amiga de infância, que foi morar em Paris logo depois de ter estourado com essa canção, então muita gente pensa que esse sucesso é meu. Cantei "Não diga nada" do meu amigo Prêntice, que infelizmente já partiu dessa terra mas que continua vivo em minhas lembranças pelo grande amigo que foi, compositor e meu parceiro muito querido.
Eva foi a primeira a ir morar na França, casou com Gerard, pianista e arranjador e os dois se conheceram quando Evinha, Marizinha e Regina foram fazer uma tourne no Japão fazendo vocais para Paul Mauriat, Gerard trabalhava com ele. Logo depois Marizinha se casou também com um músico da banda e foi morar em Paris. Regina foi a que demorou mais tempo por aqui, mas também acabou se casando por lá e com uma amigo nosso, cantor e artista plástico, Flavinho Faria e hoje eles moram na Itália. Enfim, foi bom demais cantar com esses meninos, matar saudade de um tempo muito bom em minha vida e ver o quanto eles são bons músicos e pessoinhas tão queridas. Já tinha tido a oportunidade de trabalhar e cantar com o Pedro Morais, filho do Ronaldo dos Golden, que é baixista, cantor e compositor e fico feliz de ter estado com eles no mesmo palco. Espero que isso se repita mais vezes, foi bom demais!
:: 16 de agosto, 2006 ::
Algumas fotos do Sesc Pinheiros.
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Nossa amiga Lady Zu foi nos prestigiar lá! Foi bom demais.
:: 15 de agosto, 2006 ::
Associação Aliança dos Cegos
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A coisa de uma semana, pegou fogo na parte dos dormitórios por causa de um curto circuito na fiação bem antiga.
Em suma, eles estão precisando da nossa ajuda, seja em dinheiro, alimentos, roupas, remédios, móveis, ou encomendando seus produtos. Na verdade ao falar com o Luciano, presidente da Associação, ao telefone hoje cedo, a prioridade deles é conseguir juntar um dinheiro para mandar trazer da Bahia o material que eles precisam para confeccionar as vassouras por ser muito mais barata lá, e assim dar possibilidade de emprego a mais deficientes visuais.
Hoje a casa comporta cinquenta cegos, houve época em que conseguiram manter 150 e vindos de todo o Brasil, e se sustenta com uma renda mensal de 10.000,00 reais, que cá pra nós, é muito pouco para cuidar e alimentar 50 pessoas, fora os funcionários. O pessoal do Rio de Janeiro pode ir lá visitar e levar alimentos, roupas e remédios, quem for de fora, doar através de depósito, se a doação for um pouco maior, peça recibo e pode descontar no imposto de renda, não esqueça de colocar um pouco à mais para o envelope e despesa de correio. Fazendo doação em depósito: BRADESCO CNPJ- 2711753/0001-38 Caso queira doar alimentos e roupas, movéis e remédios: Aliança dos Cegos Tel: 2281-0704 ou 2501-7076- Falar com Luciano. Fazendo uma doação por depósito envie um e-mail avisando para: aacrj@terra.com.br http://www.associacaoaliancadoscegos.com.br Se você tem amigos que tenham comércio e que vendam vassouras e pás de lixo, converse com eles para que comprem da Associação, vai ajudar muito! Se para nós que enxergamos já está difícil, imagina para eles...
:: 14 de agosto, 2006 ::
Músicos unidos conseguem melhorar o que tem de podre em nosso meio.
O texto é longo, mas vale à pena ler e entender o que se passa! DESORDEM DOS MÚSICOS DO BRASIL 2 Sândoli é obrigado a deixar presidência da OMB Passou despercebido pela mídia, mas Wilson Sândoli, depois de 42 anos presidindo a Ordem dos Músicos do Brasil, foi obrigado a deixar a presidência devido ao acúmulo de cargos na própria entidade. Crise permanece, mas novas eleições devem acontecer em até três meses. SÃO PAULO - Passou despercebido pela mídia. Mas, Wilson Sândoli (na foto), depois de 42 anos presidindo a Ordem dos Músicos do Brasil, foi obrigado a deixar o cargo em julho. A juíza da 12ª Vara Cível Federal de São Paulo, Elizabeth Leão, determinou que Wilson Sândoli renunciasse a uma das presidências do Conselho Federal ou do Conselho Regional da mesma entidade. Além de questionar o acúmulo de cargos, os autores da ação pediam a suspensão da cobrança das anuidades da carteira de músico. Alegaram que a OMB estava inadimplente com suas obrigações legais de fiscalização da profissão. Também reclamaram de fraude em contratos internacionais em que a Ordem interveio. Afirmaram que havia simulação nos contratos fechados com músicos estrangeiros e acusavam a OMB de colocar no papel um valor menor do que o combinado.O processo foi acolhido em parte, apenas para determinar que Wilson Sandoli escolha qual cargo queira exercer. Caso ele descumprisse a sentença, a juíza autorizava a intervenção nos Conselhos Federal e Regional de São Paulo. Depois da saída de Wilson Sandoli, a OMB tem 90 dias para fazer as eleições. ALGUMA COISA ESTÁ FORA DA ORDEM Mas foi uma vitória para quem há tempos espera alguma mudança na Ordem. O próprio ministro da Cultura, Gilberto Gil, falou que a OMB já incomodava desde a época da ditadura e que "não há lugar para ela hoje em dia". Gil chegou a afirmar em uma palestra há um mês que a OMB é "obsoleta" e "burocrática". O cantor e compositor ministro disse que a instituição deveria ser extinta, caso não reformule seus métodos e sua função na sociedade. Ele falou que a OMB já incomodava desde a época da ditadura e que "não há lugar para ela hoje em dia". Toda essa crise de representatividade ficou evidente há um mês, quando a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Ellen Gracie, arquivou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade ajuizada pela Ordem dos Músicos do Brasil. A ação pedia a anulação da regra que proibiu os showmícios e eventos similares com a finalidade de promover candidatos políticos e as reuniões eleitorais (leia aqui). A regra foi estabelecida na Lei 11300/06 que instituiu a minireforma para as eleições deste ano modificando a Lei 9504/97. FORA DE ORDEM O Fórum Nacional Permanente de Músicos, que nasceu no FSM de 2005, tem tornado o debate público e articulado com a Frente Parlamentar de Cultura apoio para aprovar no Congresso as modificações necessárias para a democratização da Ordem. Hoje está em trâmite, com chances de ser aprovado ainda este ano, o projeto de lei 2838, de 1989. O projeto amplia a participação dos músicos na entidade (leia aqui).O projeto modificaria, por exemplo, o mandato dos conselhos para dois anos. Hoje, os mandatos são de três anos, sendo renovados anualmente a partir do quarto ano da primeira gestão. A estrutura é questionada pelos músicos, porque acaba favorecendo a permanência das mesmas pessoas por muitos anos.Du Oliveira, músico goiano membro do Fórum, afirma que a entidade demonstrou toda a sua fraqueza em não conseguir levar a ação adiante devido ao desgaste e falta de participação com a classe ao longo dos anos. "A Ordem não é realmente uma entidade representativa. Nunca ofereceu nenhum benefício ao músico. Não defende os interesses da classe. Ela só serve para reprimir os que não pagam suas taxas", pontua. A TRAJETÓRIA DE SÂNDOLI A Ordem dos Músicos do Brasil nasceu em 1960, por Juscelino Kubitschek, no mesmo ano da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O primeiro presidente foi perseguido politicamente. Wilson Sândoli, delatou seu único antecessor como comunista. Sândoli assumiu a Ordem, então, como interventor, em 1964. Apenas no mês passado foi obrigado a abandonar o Conselho Nacional, mas continua na presidência da regional. O SILÊNCIO DE SÂNDOLI Depois da publicação da reportagem "Músicos estão próximos de conseguir mudanças na OMB" (leia aqui), de maio deste ano, a reportagem tentou localizar Wilson Sândoli a responder às acusações do Fórum dos Músicos e questionamentos de alguns músicos acerca da OMB enviadas à Carta Maior. A secretária do então presidente pediu para que as perguntas fossem encaminhadas por e-mail que elas seriam respondidas. Já se passaram mais de dois meses que as perguntas foram encaminhadas. Nenhuma resposta. Toda semana a reportagem liga cobrando. "Ele vai responder", diz a voz do outro lado. Sândoli caiu em partes. Ainda preside o Sindicato Paulista e o Conselho Regional. Vitória tímida, mas importantíssima para alimentar a luta por democracia dentro da entidade. Mas depois de 42 anos, ficam as perguntas: - Ao que se deve permanência tão longa do Senhor a frente do Conselho Federal dos Músicos (mais de 40 anos)? - Sendo o Conselho Federal dos Músicos composto de 9 membros e de igual número de suplentes, eleitos por escrutínio secreto e maioria absoluta em assembléia dos delegados dos Conselhos Regionais, o senhor não acha que a utilização da chamada diretoria provisória nos regionais (Art. 5 da Lei n° 3.857: "São atribuições do Conselho Federal: e promover quaisquer diligências ou verificações, relativas ao funcionamento dos Conselhos Regionais dos Músicos, e adotar, quando necessárias, providencias convenientes a bem da sua eficiência e regularidade, inclusive a designação da diretoria provisória"; prejudicou a renovação efetiva do Conselho Federal, já que quanto mais conselhos regionais sob intervenção maior as chances de permanecer no comando do Órgão? - Temos informação de que alguns Conselhos Regionais sofreram intervenção simplesmente por discordarem da atuação do senhor. Com a designação de diretoria provisória (sem eleição obviamente dos músicos) o que se fala é que os conselhos não indicavam delegados para a eleição do Conselho Federal, e isso teria facilitado sua permanência à frente da OMB todos esses anos. Era realmente uma estratégia? O que o senhor tem a dizer sobre isso? - Considerando que um Músico Profissional de nível médio pode ser contratado entre 18 e 24 anos pra ser sargento músico dos Fuzileiros Navais e ganhar salário inicial de R$ 1.500,00 e de outro lado a Universidade Federal pode contratar músicos-técnicos de nível superior (para Sinfônica) por R$ 900,00, a OMB ou o sindicato tem algum estudo ou proposta de um piso Salarial? - Se os músicos práticos representam porcentagem expressiva do quadro de associados na OMB e não têm direito a voto, se não se tem controle sobre as delegacias que funcionam em residencias particulares nas cidades do interior (caso comprovado do Rio de Janeiro), como alegar legitimidade eleitoral e política, se um percentual presumido de no mínimo 50% ou mais da classe não pode votar. E os votos do interior vem de delegados "indicados" e sem o menor controle? - Porque convidada a participar da câmara setorial do Ministério da Cultura em julho de 2005 onde estiveram presentes representantes do ECAD, ABPD, ABMI, ABEM, ABM, Sindicato do Rio, e 12 representantes de Fóruns dos estados além de representantes do MinC e do MTE, a OMB não encaminhou representante na reunião que discutiu a regulamentação e trabalho do Músico Brasileiro? Não reconhece o Ministério da Cultura e o Ministério do Trabalho e Emprego como órgãos oficiais de implementação de políticas públicas na área da música? - Onde foi empregado a porcentagem devida à OMB do dinheiro dos contratos dos shows de artistas estrangeiros que se apresentaram por aqui nesses mais de quarenta anos do(s) seu(s) mandato(s)? - No ano passado o antecipamento das eleições gerou uma grande polêmica. Para que elas fossem antecipadas não seria necessário a alteração do código eleitoral pelo conselho? - Na sua avaliação, qual é a função da Ordem dos Músicos do Brasil? Recebido por e-mail do Todas as Notas- Assessoria de Imprensa
:: 13 de agosto, 2006 ::
Algo importante a dizer.
Assim que a gol começou eu ficava intrigada com as pessoas que trabalhavam lá, sempre muito jovens, bonitas, saradas. O design das roupas da gol só ficam bem em pessoas assim, são de malha, colante, não dá pra ser cheinha ali dentro não. Na quinta-feira quando embarcamos pra Sampa, o rapaz que organizava a fila tinha um braço paralisado, achei aquilo interessante, pensei comigo: -Que bom que ele teve o derrame e conseguiu voltar ao trabalho! Na volta, a menina que verificava as passagens na entrada para o rx tinha uma corcundinha e puxava de uma perna, pensei: -Nossa, que bacana isso! Ao chegarmos ao Rio, todos os funcionários que olhavam os tiquetes de bagagens tinha alguma deficiência física, fiquei emocionada. Até que enfim alguma empresa, que podemos constatar, deu oportunidade à essas pessoas. Dou aqui meus parabéns a GOL pela iniciativa linda!
![]() http://www.voegol.com.br/
:: 12 de agosto, 2006 ::
E o show!
Foi tudo muito lindo lá, muito mesmo. Saímos do Rio cedo, o avião era as 10 horas, atrasou, saímos quase 11. Claudette é de Sampa, daqui do Rio saímos eu, Dóris, Marcllo Lessa e Vanderley, nosso empresário. Foram duas horas de aeroporto hilárias, Dóris é impagável. Descemos em São Paulo e Graciliano, o rapaz responsável pelo nosso transporte, estadia e funcionamento dos horários já estava lá. Ele nos levou até ao local onde a Van iria nos pegar, pois agora no aeroporto de Congonhas as Vans não podem parar no desembarque, a gente tem que andar até o final do aeroporto. Entramos na Van, nos ajeitamos e seguimos rumo ao hotel, Graciliano estava de moto e foi seguindo a Van. O hotel ficava perto da Alameda Água Branca e quando chegamos ao parque o tiozinho motorista ( termo que os paulistas chamam pessoas de mais idade) começou a tocar de roda e ficar nervoso, não conseguia chegar ao hotel, pois o hotel ficava na outra parte da rua, uma dava mão pra cima e a outra mão para baixo, e ele não acertava pegar a mão certa de jeito nenhum, foi preciso que Graciliano fosse cantando o caminho pelo celular. Chegamos, depois de um passeio de mais ou menos uma hora. Números e cartões dos quartos em mãos, resolvemos almoçar logo porque tínhamos que estar no teatro as 16:00 para a passagem de som. Seguimos rumo ao Sesc, pegamos um belo engarrafamento e chegamos lá quase 17:00. Como eu seria a primeira a passar o som, as 16:00, Claudette já estava chegando também. Fomos todas para os camarins, nos acomodamos e eu fiquei esperando ajeitarem o palco para poder passar o som. Passei meu microfone, Marcello o violão, veio Dóris, passou o dela, deu uma ensaiada com Marcello e logo Claudette com Giba no piano e Vitor na flauta, isso feito ensaimos uma música para o Bis e voltamos para os nossos camarins. Claudette "AMA" se maquiar, e fica se maquiando o tempo todo até ela entrar no palco, eu acho que é um jeito dela se distrair e disfarçar a ansiedade. Arrumei o cabelo da Dóris, o meu e ficamos de papo furado e rindo de um monte de besteiras que a Claudette fala o tempo todo, eu a chamo de "Barbie Erótica"! Quando deu 20:00 fui me maquiar, o teatro abriu as 20:30, e faltando uns 15 minutos para as 21:00 aparece uma moça nos camarins eufórica, que era a responsável pelos shows lá no Sesc, nos desejando um execelente show e que o teatro estava lindo, que nós éramos poderosas, que já havia quase 900 pessoas no teatro, que comporta 1200, que isso para um dia quinta-feira por lá era um milagre! Ela estava esperando umas 300. Dóris veio me perguntar se o pingente que ela estava no pescoço estava bom e emprestei uma gargantilha dourada que tenho pra dar um tchan maior, e Claudette me perguntar se o vestido estava bom, estava lindo, só que ela estava de calcinha preta e aparecia uma parte no decote atrás. Ela foi pro camarim dela e daqui a pouco volta pra falar comigo. - E agora tá bom Claudinha? -Agora não está aparecendo Claudette. -Será que vão notar que estou sem calcinha? Dei uma gargalhada sonora!!!!! -Pera que vou dar um jeito nisso Claudette! Peguei uma cintinha cor de pele que uso com vestidos e que não marca a roupa e dei pra ela vestir, ela colocou e saiu camarim à fora... -Eu estou com a calcinha da Claudinha Telles! Cada um que passava perto dela ela repetia isso. Nessa fofoca deu o terceiro sinal, entrou a locução do teatro e eu abri o show. O público estava lindo e receptivo, não se ouvia uma mosca no teatro quase cheio. O público cantou comigo tão afinadinho, acabei minha parte e apresentei Dóris. Dóris tremia de nervoso e emoção, cantou lindo, foi aplaudidíssima, foi se soltando e contou "casos", finda sua parte apresentou Claudette, foi outro arraso. Claudette acabou sua parte, o público pediu bis, voltamos e encerramos nós tres com "Chega de saudade". Acabado o show fomos para o saguão receber os fãs e autografar os cds. O show foi esplêndido em todos os sentidos! Agradeço à todos que compareceram lá e fizeram com que esse show fosse o sucesso que foi. Agradeço ao Celso o carinho dessa foto comigo, ao Gabriel, que tão novinho é fã de mamãe, e a Deus por me dar esse momento tão especial com pessoas que gosto tanto. Logo que chegarem as fotos eu coloco aqui.
:: 07 de agosto, 2006 ::
São Paulo
:: 02 de agosto, 2006 ::
Ubatuba- dia 4 de agosto.
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