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:: 29 de julho, 2006 ::
Coisas boas da vida.

Uma das coisas boas da vida é reencontrar amigos de muito tempo e poder passar esse dia tão especial com eles.
Calhou de minha amiga de infância, Regina, estar de férias aqui no Rio no dia do amigo, está ainda por aqui, amém!

Marcamos de ver uma outra amiga de nosso tempo de colégio, a Bia, e fomos encontrar com ela no restaurante que ela dirige, São Sebastião, que fica na Gustavo Sampaio no Leme. Um restaurante delicioso, com pratos deliciosos supervisionados por ela que já foi sócia num buffet, buffet esse que conheci e a reencontrei quando fui fazer um show fechado para o Banco Personalité e lá estava ela responsável pela a parte gastronômica da festa.

Chegamos no restaurante á tardinha, o movimento de almoço já havia diminuido bastante e Bia teve tempo de sentar conosco para papear e tomar uma cerveja. Conversamos muito, rimos muito relembrando nossos maluquices de colégio e acabou dando o horário dela sair e raptamos ela conosco.

Eu tinha um compromisso com outra amiga que está fazendo o figurino de uma peça e que havia pedido que eu fosse assitir, avisei que estava com uma amiga em casa e ela disse que deixaria 3 convites para mim na portaria, estávmos em quatro, mas não seria o problema. Chegamos em casa me arrumei correndo e fomos para o teatro. Chegando lá encontrei o Mário do Trio Esperança e Regina sua irmã, que agora mora na França e está passando uns dias por aqui junto aos filhos e netos, e Ângela esposa do Mário já no saguão esperando pra entrar no teatro. Esperei o povo entrar e fui perguntar pelos convites no que fui informada que a cota da minha amiga já havia se esgotado.

Voltamos pro carro e resolvemos sair pra tomar uns chops e comer um bom risoto de camarão no Bar Pavão Azul, lugar que adoro e que sou amiga das donas pra mais de 25 anos. Chegamos lá e ficamos sabendo que o Serginho, filho de uma das donas e que trabalha lá a noite fazia aniversário. Mal chegamos e a Beth, mãe dele, avisou que era seu aniversário e já começamos cantando parabéns. Sentamos, bebemos, comemos nosso risoto comunitário, comunitário porque a gente não pede pratos, só a cumbuca de risoto e as colheres, repetimos o risoto, tomamos mais uns chopinhos e chegou o bolo do aniversariante. Cantamos parabéns novamente, comemos bolo e na hora que pedimos a conta o Serginho olhou, amassou e agradeceu a nossa presença!

Beth e Vera que são as donas do bar que apareceram junto comigo e Amadeu no programa Rei e Majestade, quem viu vai lembrar delas.

Despedimos dos amigos queridos lá e viemos felizes, coração repleto de amor e amizade.

Agradeço muito a Deus por esses bons momentos em minha vida!

Serginho, vai aqui atrasada a minha homenagem a você e a sua família que tanto adoro.

Bia e Regina, obrigada por esse dia tão lindo.

Amore, que bom você estar sempre comigo!

amigos.gif


O show ontem foi muito gostoso, a casa é linda, aconchegante, super bem decorada, um som maravilhoso, comida deliciosa, tem tudo pra dar certo!

Uma das responsáveis pela programação da casa é a querida amiga e cantora maravilhosa Marianna Leporace, que nos recebeu carinhosamente com aquele sorrisão lindo que ela tem.

O Bis fica na parte de cima do Restaurante Bistrô Itália, por isso o BIS. O restaurante na frente, esqueci de tirar fotos, tem uma wiskeria pequena e o restaurante em si é uma graça.

Vale a pena vocês conhecerem. Tem manobrista.

Foi tudo bom lá, espero que seja mais um espaço de música, porque já soube que as quartas-feira tem música clássica e o povo adora.

amigos-bis.jpg

Eu estava chic no úrtimo!

show-bis.jpg

Dessa vez o percussionista que fez comigo lá foi o Firmino, um doce de pessoa e percussionista de primeira.

Firmino, foi bom demais dividir o palco com você querido.



:: 27 de julho, 2006 ::
Dia 28 de julho-sexta-feira

flyer-bis.jpg



:: 25 de julho, 2006 ::
Rei e Majestade

Miguel Pereira-SBT.jpgAgora começaram as gravações para a segunda fase do Rei e Majestade, ontem fomos a Miguel Pereira gravar as externas.

Os cantores mostram lugares turísticos de sua cidade e resolvemos ir a Miguel Pereira que é uma cidade que adoro e que fica a uma hora e meia do Rio. A avó do Bruno mora lá e ele está lá passando o restinho das férias. Meu filho mais velho foi comigo dessa vez, tinha tempo que não subíamos e foi bom rever um monte de coisa por lá.

Esses na foto são a Thabata e o Caco, Caco é o produtor do programa e a Thabata é sua assistente de produção. Os dois são show de bola, aliás, a equipe toda que foi é, dos motoristas ao camera man, povo animado, bem humorado, rimos muito e foi tudo maravilhoso.

Miguel Pereira.jpgFoi bom matar as saudades do povo lá, Dadá, Dona Diva, Carlinhos, os cachorros, a casa, o Lago Javary, a Cachoeira de Vera Cruz, o centro da cidade. Eu e Bruno demos uma voltinha de charrete pra matar a saudade, foi tudo muito bom.

Agradeço ao Silvio pela oportunidade, espero que ele arrume um jeito de continuar esse programa porque foi bom demais poder rever os colegas e estar mais um pouco com eles.

Meados de agosto vai ser gravada a parte de estúdio com as novas músicas, assim que eu gravar aviso por aqui.



:: 23 de julho, 2006 ::
Eu vou, vai ser show de bola!

nos4.jpg

Dia 26 agora, quarta-feira, 19 horas, ingresso R$10,00.



:: 10 de julho, 2006 ::
Por que as entradas para shows e teatros estão cada vez mais caras?

(texto recebido por e-mail da Music News)

A revista Cultura e Mercado publicou em sua última edição um interessante e pertinente artigo sobre a influência negativa da meia-entrada na produção cultural do Brasil.

O artigo é assinado por Lúcio dos Santos Oliveira, produtor cultural e presidente nacional da ABRAPE - Associação Brasileira dos Promotores de Eventos. A ABRAPE é uma associação nacional de representação das empresas promotoras de eventos, com mais de 10 anos de existência.

A meia-entrada desestabiliza a produção cultural do país. (Por Lúcio dos Santos Oliveira)

Não há como falar em financiamento da produção cultural no Brasil sem considerar o nosso principal lastro: as bilheterias dos espetáculos. Portanto, é de suma importância otimizar a discussão e criar as soluções concernentes ao impacto causado pelas chamadas "leis da meia-entrada" à produção cultural e de entretenimento neste país, os quais vêm desestabilizando o setor, reduzindo em grande escala as suas ativi dades. Numa ação orquestrada, foram publicadas diversas leis regionais (estaduais e municipais) que obrigam a concessão de descontos de 50% para os estudantes, idosos e outras categorias nos eventos culturais sem, contudo, apontar a fonte pagadora do subsídio. Uma afronta à Constituição brasileira e à livre iniciativa. Ao sabor dos demagogos de plantão, foi-se institucionalizando no país uma série de benesses às custas dos artistas, produtores culturais e de entretenimento. Como diz o ditado: "fizeram a graça com o chapéu alheio". Encontra-se atualmente em tramitação em Brasília o PL 5205/05 de autoria do Dep. Eduardo Paes. Trata-se de um projeto de lei que busca regulamentar a questão da meia-entrada no Brasil e, por incrível que possa parecer, se aprovada, será a primeira Lei Federal a tratar do assunto. É importante reiterar que a atividade cultural, além de ser fundamental na qualidade de vida do cidadão e na preservação da identidade de comunidades, tem um importante papel na ec onomia, observadas as suas características de ferramenta de fomento econômico. A ação e promoção de eventos culturais e de entretenimento tem sido, comprovadamente, um substancial componente na geração de empregos e de divisas. Embora tenhamos poucos dados , em pesquisa realizada pela Fundação João Pinheiro em 1998, constatou-se que o setor gerava 53% mais postos de trabalho que a indústria automobilística, e mais que o dobro da indústria eletroeletrônica (Fonte - Jornal Gazeta Mercantil - 05/08/98). Atualmente, esses números certamente são ainda maiores.

Pois é, em momento nenhum o governo fala que são os artistas que deixam de ganhar 50% das suas bilheterias e que além de pagarem a porcentagem do teatro, a iluminação, a produção, o som, como em muitas casas, e no caso da música os músicos.

Na verdade os músicos não querem saber se a maioria do público pagou 50% ou não, eles precisam e querem receber, porque dependendo do tipo de música que se cante a idade do público é de 65 anos pra cima, ou para a faixa de estudantes, e aí como é que faz?

Notaram como aqui no Rio o preço dos ingressos do Canecão subiram? Assim como as poucas casas noturnas que sobraram por aqui, elas agora embutem no couvert artístico a consumação mínima desde que foi proibida a sua cobrança, e o couvert que deveria caber ao artista, já que ele não leva nada sobre a consumação da casa, ainda vem com um desconto que vai de 20 a 40%!

Tomara que se arrume um jeito de que fique bom pra todo mundo!

Acabei de receber isso por e-mail.

Caros amigos, amigas, músicos, bailarinos(as), dançarinos(as), atores, proprietários de som, iluminação, palcos, trios elétricos, operadores de áudio e luz, carregadores, roadies, empresários, produtores e demais profissionais.


Hoje (10/07) das 15h às 17h, estaremos reunidos em frente ao Supremo Tribunal Federal (Praça dos 3 Poderes).

Na ocasião estaremos manifestando contra a PROIBIÇÃO DOS SHOWMÍCIOS e entrando com a Ação Direta de Inconstitucionalidade, para rever a proibição de shows nesta eleição. Bom lembrar que caso seja revista esta REGRA, ela valerá para todos os estados, para todos!


Ajude-nos a divulgar, contamos com a sua presença!


E então, será que essa proibição vai fazer com que nossos políticos fiquem menos corruptos?



:: 05 de julho, 2006 ::
Guardados.

De vez em quando gosto de escrever, não é sempre, mas as vezes a vontade bate forte e escrevo.

Minhas janelas.


Onde me criei haviam grandes janelas, pelas quais eu via o mundo, meu mundo.

A grande avenida que passava bem embaixo, com árvores frondosas que sombreavam a calçada de pedras portuguesas e de onde eu via meu vô pegar o ônibus para ir ao trabalho.

Muitas vezes sem ele saber chorei naquela janela, pois com a chegada da modernidade já não havia mais o bonde ou os pequenos ônibus mas sim os grandes coletivos que substituiram aos poucos os ônibus elétricos e que muitas vezes passavam apressados sem parar ao sinal de meu avô por já ser de idade e sem importância para essa nossa sociedade tão desumana, e eu chorava a cada vez que via essa cena.

Não sei porquê me lembrei disso hoje, talvez porque eu não tivesse varandas ou quintais mas tinha a grande janela de minha sala, com direito a ventos carinhosos, visão do céu a noite apesar das luzes da rua, a proximidade das pessoas, por ser em andar baixo, a visão da esquina com o Zé, o sorveteiro, que quando me via na janela gritava.." CRAUDINHAAAAAAAAAA"...

Janelas que tantas vezes viraram quadro-negro para que eu desse aula às minhas bonecas.

Eu não tinha varandas, mas com certeza, minha grande janela emoldurava como a um quadro, as muitas varandas de minha alma infantil...