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O importante não é fazer coisas grandes. Mas ser grande nas coisas que se pode fazer.
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:: 25 de setembro, 2003 ::
Correria.
A vida da gente tem umas coisas engraçadas. Ando irritada com o marasmo das coisas por aqui, mas ao mesmo tempo, a cabeça anda cheia, por causa de muitos projetos nos quais estou envolvida. Mas por enquanto, estão andando na cabeça e na boca, pensar e projetar, no físico ainda nada rola. Estou em andamento com o projeto do meu pai, regravando as canções dele, está ficando lindo por sinal. Segunda-feira a tarde, Menescal vai ao estúdio colocar uns violões por lá. Essa semana estive com Paulinho Tapajós, pois vamos fazer Vinícius em novembro, fui ver o repertório do show e algumas canções para o meu cd de inéditas. Coisa difícil viu, só tem música linda por lá. Estou correndo com o cd de Bossas que preciso fazer, definindo repertório para entrar em estúdio. Já tenho 3 músicas prontas e faltam nove! Ou seja, tenho um monte de coisas para fazer e ainda não fiz nada...risos. Esse fim de semana estarei em Brasília, no Feitiço Mineiro, sexta e sábado as 22:30, portanto, não estarei na rádio Tupi. Quem for de Brasília apareça por lá, para que a gente possa cantar bastante e matar saudades de bons tempos da nossa música.
:: 20 de setembro, 2003 ::
Novos tempos.
Agora está aparecendo uma nova modalidade de shows. Creio que por conta da violência, estão contratando shows mais cedo! Terça-feira estive fazendo show, ao meio dia e meio, na Sala de Cultura Sérgio Porto, que fica ali no Humaitá. Saí correndo da rádio onde estava com Ugo Marota e Amadeu, falando sobre o cd Sambas e Bossas, no programa da Yara Cruz, rádio Viva Rio, de oito as 11, diariamente. Cheguei o teatro correndo, pois estava meio em cima da hora. Lá foi um show muito interessante.Para crianças de colégio público das adjacências. Projeto da Prefeitura, chamado "Ritmos a gosto", apresentado todas as terças-feira, e à cada terça um estilo musical diferente, fui representando a Bossa Nova. Eles entravam para nos ver passando o som e saber, pelas explicações de Rui Faria, do MPB4, o que antecede a um show. Passagem de som, luz, organização e roteiro. As crianças, mais pra adolescentes, fazem perguntas, e todos nós vamos explicando uma coisa e outra. A moçada estava um pouco arredia, meio turbulenta, e o Rui preocupado comigo, pelas atitudes de alguns poucos adolescentes. Mas, como tenho muito tempo de praia, fui mudando o roteiro do show, e fazendo com que eles interagissem, e eles se pegaram cantando o melhor da bossa. Foi muito lindo! Na quarta-feira as 15 horas, participei de um evento para a terceira idade, fui de um extremo a outro. Os organizadores também estavam preocupados com a reação das senhoras, pois eram a maioria absoluta, em relação a mim, pois eu era a primeira mulher a cantar no evento, sempre foram homens a fazer o show. Tinha um conjunto tocando, e as senhoras dançando, com 30 dançarinos profissionais contratados para isso. Dançar com as senhoras. Na verdade, a maioria delas são viúvas, e poucos homens vão nessas festas, portanto, precisa ter partners para a dança não é? Quando entrei, senti o clima e pensei comigo: "Não vou fazer esse povo ficar sentado uma hora me assistindo! Não vai dar certo!". Já entrei cantando uma bossa dançante e chamando o povo de volta para a pista, e foi um show, de ambas as partes. Hoje não tive rádio, e semana que vem também não vou estar com o povo da Tupi, pois estarei em Brasília, dias 26 e 27, no Feitiço mineiro. Hoje a tarde, estarei as 17:30 fazendo show no Lar Anália Franco, junto com Tito Madi, ensinando bossa e boa música as crianças que moram lá, é um orfanato só de meninas, e quase todos os anos canto lá para angariar fundos para a instituição. É um chá beneficente, as pessoas lá são adoráveis, e vale a pena participar dessa festa de amor. O Lar Anália Franco fica na Avenida Marechal Rondom, e o evento começa as 15 horas.
:: 07 de setembro, 2003 ::
Pra falar de amor.
Queria falar do amor que sinto por meu país. Do amor que sinto por esse povo brasileiro. Já viajei para tantos lugares, conheci tantas pessoas, o carinho, respeito, amizade e o amor são sempre os mesmos. As vezes me entristece não poder fazer mais por todos nós, dá um sentimento ruim de impossibilidade, mas cheguei a conclusão de que fazendo o meu quinhão e cada um fazendo o seu, chegaremos num todo bem bonito. Viajar à trabalho é muito interessante, você conhece sempre dois extremos, o da riqueza e o da pobreza. Consciência sempre pesa, é ruim não poder consertar certas coisas. O ser artista nos permite esse "estar" em todos os lugares, ambientes, convivências, de classes de "a a z", como se diz. O mais bonito de tudo isso, é que o amor é o mesmo, sem cor, sem credo, sem classe social, apenas amor. Amor de um povo por seu cantor predileto, por sua música preferida. Hoje quero desejar à todos nós, povo do Brasil, a real possibilidade de independência em nossas vidas, com direito a mesa farta, trabalho, saúde, estudo, liberdade de andar às ruas sem medo, políticos que realmente lutem por um Brasil cada vez melhor, mais honesto, mais coeso, mais produtivo, cada vez mais verde e amarelo, porque o azul do nosso céu é complascente sempre e o branco da paz sempre há de gritar em nossos corações. ![]() |
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