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O importante não é fazer coisas grandes. Mas ser grande nas coisas que se pode fazer.
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:: 31 de março, 2003 ::
Meus avós
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Meu avô era um camarada gente boa, paulista, gosto refinado, inteligente, amante da boa música e da boa arte em geral. Foi com ele que aprendi a gostar de música clássica, teatro e cinema. Sempre viveu como mantenedor da família, trabalhava muito, e gostava disso. Era um patriarca. Minha vó era uma pessoa sensível, dona de casa exemplar, francesa, também adorava música, tocava acordeon, bordava maravilhosamente bem, fazia crochê, tricô, costurava, cozinhava como ninguém e adorava ler. Puxei um pouco de cada um. Gosto de ler, de boa música, pinto, bordo, cozinho, faço crochê, tentei aprender tricô, sei fazer, mas não tenho paciência de ficar juntando os pedaços, aprendi a costurar, mas também não gosto, o que sei da pro gasto. Minha mãe também herdou todos esses dotes, ou seja, nossa família é extremamente artística. Tenho primos que lidam com teatro, tarot, astrologia. Hoje me dou conta que pouco sei sobre os meus avós. Fiquei sozinha muito cedo, perdi contato com a família, e fiquei sem saber direito as histórias de cada um. Mas lembro com saudade de nossa casa, de nossos dias, nossas festas, almoços. Das brigas na hora da comida, da pele muito clara de minha vó, das lágrimas de meu avô assistindo novela, as carreiras que levava do Lulu, as idas ao super mercado com meu avô, as idas à feira sozinha, já que minha vó doente, havia passado a responsabilidade pra mim. Lembro bem menos do que gostaria.
:: 28 de março, 2003 ::
O PEIXE!!!
Matando a cobra e mostrando o peixe!
:: 26 de março, 2003 ::
Meus pais.
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Viajamos para a casa de Menescal em Cabo Frio ou Arraial do Cabo, não me lembro bem. Fomos eu, meu pai , minha mãe e o Lulu, que já apresentei mais lá embaixo, meu irmão-tio. Tenho fragmentos de paisagens e momentos em minha memória. Me lembro da rua em que a casa ficava, dava direto na praia, onde tinha um barco grande de madeira encalhado. Tomei sol demais e fiquei com as costas repleta de bolhas, e o colchão que havia lá, era de enchimento de palha, como espetava! Num dos dias , minha mãe fez um ovo mexido, e escuto até hoje o barulhinho das casquinhas que ficaram dentro, estalando em minha boca, muito ruim..risos. Me vejo andando a cavalo, de pijama em fente da casa, e a carinha do garoto sonolento que me puxava. Meu pai e Menescal , eram execlentes pescadores. Havia um clube que não me lembro o nome, onde ancoravam os barcos, e eles iam para pescar. Meu pai pescou um peixe do tamanho do mundo, vi uma lagosta que parecia ser um alien de tão grande, e perdi minhas havaianas novas, brancas, eram raras, e chorei muito, ficou só um pé, o outro a maré levou. Candinho e Sylvinha se amaram muito, mas os gênios eram terríveis, mas creio, que meu pai até hoje ama minha mãe, porque se beber um poquinho, me reconta toda a história de amor deles. Enfim...coisas da vida!
:: 24 de março, 2003 ::
Seu Candinho!
![]() Agora ando remexendo no baú da vida por qui. Hoje, achando, resolvi ajeitá-las no adobe, porque tinha uma das últimas vezes que meu pai deu as caras por aqui! Tomamos muita cerveja, ele brincou muito com os meninos. Pela cara da pra ver que ele ficou meio "triscado", como ele mesmo diz. ![]() ![]() Foi uma bagunça e tanto...!!!
:: 23 de março, 2003 ::
metamorfose II
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:: 21 de março, 2003 ::
Metamorfose.
![]() Ser mulher tem essa vantagem, quando se quer, e tem coragem, se muda radicalmente. Nunca fui radical em minhas mudanças visuais, mas já tive vários cortes de cabelo, variando sobre o mesmo tema! Minhas amigas enchiam minha paciência por conta do meu corte de cabelo ser sempre o mesmo. Liso, e repartido do lado. Na verdade, depois de algum tempo cheguei a conclusão, que o meu cabelo incomodava um pouco, pois nenhuma delas tinha cabelo liso, e viviam fazendo "touca" para alisar os próprios cabelos! Nessa foto , resolvi radicalizar geral...fiz permanente nas pontas! Parecia uma poodle. Nesse dia saí do salão e fui pra ginástica, sim, naquela época eu frequentava uma academia de ginástica junto com Denise. Quando começamos a correr para aquecer, começou a subir um cheiro de amônia, acho que é disso que o líquido do permanente é feito, que eu não aguentei! Fui pra casa e lavei o cabelo mais umas dez vezes ( exagerando um pouco). No começo ficou engraçado pacas, mas conforme passou a primeira semana, ele foi ficando mais natural. Lavava penteava, depois só ajeitava o enroladinho. Nessa foto, da pra notar que o permanente já estava indo embora! ![]() Essa foi no "Quem sabe mais, o homem ou a mulher" do programa Silvio Santos. Foi na fase do "ficou legal". Depois vou achar outros cabelos aqui e mostro.
:: 20 de março, 2003 ::
Olha que chic!!!
Acabei de receber.
:: 19 de março, 2003 ::
Cabo Frio.
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Um dia, no intuito de me agradar, se bem que nem precisava pois gostava dela de graça, me ofereceu a casa dela para passar a semana santa se não me engano. E aceitei, e fui com amigos para lá. Para falar desses amigos, preciso voltar um pouco mais no tempo. Fui convidada a trabalhar num disco chamado "OS MOTOKAS". A cantora oficial desse disco de sucessos era a Lílian Knapp, da dupla Leno e Lílian. O produtor desse disco, era seu marido na época, Márcio Antonucci, que era da dupla Os Vips. Eles tinham se separado a pouco tempo, e Márcio ainda muito apaixonado por ela, não podia ficar perto, então me convidou para cantar em seu lugar. "OS MOTOKAS" reunia só sucessos do ano. Eram 12 faixas, e cada faixa três músicas. Quem fazia as bases e também cantava eram os meninos do conjunto OS FANKS, hoje ROUPA NOVA, e foi nesse trabalho que conheci o Paulinho, hoje do ROUPA. Entrei no número 3 e fiz até o 15, depois o disco parou de ser gravado, mas isso é outra história. O conjunto na época era formado pelo Paulinho, Kiko, Nando, Fefê e Osmar. Hoje no lugar do Fefê,baterista, entrou o Serginho, e no lugar do Osmar entrou o Feghali. Foi assim que conheci Denise, e por consequência o Zé Reynaldo. A irmã de Denise, Lilian, namorava o Nando, baixista do grupo, e eu estava namorando o Paulinho. Íamos juntas para os bailes e começamos a fazer uma forte amizade, que dura até hoje, lá se vão 29 anos, detalhe, quando fui participar dos "MOTOKAS", era apenas a Claudinha, ainda não havia gravado sozinha. Eu e Denise saíamos para todo lado, Lilian, sua irmã, era bailarina, e fazia parte do balé da Globo. Foi através delas que conheci o Zé. Zé Reynaldo já era um escândalo na época. Cheio de dotes, além de ser estilista, era um excelente bailarino. Quando íamos a praia, ele usava aquelas sunguinhas mínimas, de crochê, que nem o Gabeira, só que ele oxigenava os pelos da perna e adjacências, já viram o show! Quase todas as noites íamos para o "CROCODILLUS", boate que ficava embaixo do Sheraton em Copacabana pra dançar, e dançávamos a noite inteira. Quando comecei a cantar como Claudia Telles, Denise me acompanhou muito, viajava sempre comigo para shows ou para fazer divulgação em São Paulo. Fazia faculdade de comunicação e hoje trabalha em gravadoras e viaja com outros artistas. Denise e Zé, boas lembranças.
:: 17 de março, 2003 ::
Remexendo.
Devido a curiosidade dos amigos que me visitam por aqui, andei remexendo em alguns guardados e achei essas duas fotos. Elas me foram dadas por um amigo querido, um divulgador da minha época da CBS, Moni. Ele junto com Armandinho, eram meus divulgadores em São Paulo, ou melhor, eram os divulgadores que saíam comigo para o trabalho de rádio e tv. Acabamos ficando tão amigos, que quando eu ia para Sampa, ficava na casa deles em vez de ficar sozinha no hotel, eram dois cães de guarda...risos. Tenho um irmão de criação, que na verdade é meu tio, irmão mais novo de minha mãe, Luiz Henrique, mas como fomos criados juntos, nos tratamos como irmãos, e eu o chamo de Lulu. Arrumei junto a Moni e Armandinho, um emprego pro Lulu na divulgação da CBS em São Paulo, e Lulu foi morar com eles, o que para mim foi ótimo, pois tinha uma família agora em Sampa. ![]() Lulu ao fundo e seu lindo fusquinha desarranjo...risos. Moni foi meu primeiro empresário, foi por causa dele e de Armandinho que "Fim de tarde" estourou da forma que estourou, e quando ganhei meu disco de ouro por conta das vendagens superiores a quinhentos mil compactos, dediquei o disco a eles. Nessas fotos eu estava com 19 anos. Nessa aqui de baixo, estávamos em Vitória. ![]() Bons tempos!
:: 15 de março, 2003 ::
Ao vivo!
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Estava explicando, que antigamente os programas além de serem ao vivo, tinham orquestra. Lembro-me bem, do primeiro programa que fiz quando "Fim de tarde" estourou nas paradas, foi o "Almoço com as estrelas" de São Paulo, com Ayrton e Lolita. Achei engraçado fazer play-back, ou seja, a música toca sem a voz, e você canta em cima, como um karaôke! Com o tempo e a desculpa de melhorar o som que ia para a casa dos telespectadores, se passou a usar a dublagem, ou seja, se tocava o disco e a gente fingia que cantava, e nessa, apareceram muitos cantores que não cantavam... Nessa foto, estava num especial mensal do Clube dos artistas, outro programa que dupla Ayrton e Lolita Rodrigues apresentavam. Era tipo uma parada de sucesso, e as músicas mais tocadas do mês faziam parte. Chegávamos cedo para passar com a orquestra, depois fazíamos hora na padaria da esquina da Tupi no Sumaré, até dar a hora do programa. Fazíamos o programa, mudávamos a roupa e passávamos no caixa para receber em dinheiro nosso cache, hoje em dia se paga pra fazer tv. Triste né? Ontem tinha deixado avisado aqui, só que o post sumiu, que estava indo para a rádio tupi aqui no Rio, para participar de um debate no programa Roberto Canázio, e qual não foi a minha suspresa, quando chegou um e-mail do meu amigo Carlos Okimoto que está lá no Japão!!!!! O programa passa na internet, e tem cameras dentro do estúdio!
:: 12 de março, 2003 ::
Duas figuras.
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Carlinhos continua do mesmo jeitinho. Quem não tenho visto mais a não ser esporadicamente pela tv é o Benito. Soube que não está muito bem, mas também é difícil confiar em notícias assim. São dois compositores distintos e maravilhosos! "Se você , quer ser minha namorada, ah que linda namorada você poderia ser..." " Mas chegou o carnaval, e ela não desfilou, eu chorei, na avenida eu chorei, não pensei que mentia, a cabrocha que eu tanto amei..." Fico pasma como as rádios não dão importância para esses compositores, e quando vamos a rádio, nos perguntam com a cara mais lavada: - O que você está achando da atual música brasileira? Aí eu respondo: -Isso eu pergunto pra você. Pois não sou eu quem faz a listagem das músicas para serem tocadas...
:: 09 de março, 2003 ::
A Modinha Popular.
:: 07 de março, 2003 ::
Uma saudade.
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Damázio estava em todos os eventos ligados à música, fotografando para a sua revista, "A Modinha Popular". Em sua revista, toda semana vinham as letras as músicas do momento, a vida dos artistas, e as fotos de eventos que ele tratava de noticiar. Damázio estava sempre de bom humor, sempre amigo e atencioso, sorridente, um cara "sangue-bom" como se diz hoje. Essa semana vou colocar algumas capas da Modinha que eu tenho por aqui, em homenagem a esse amigo querido. Damázio, onde quer que você esteja, meu beijo carinhoso pra você!
:: 05 de março, 2003 ::
Copacabana Palace
![]() Depois de um longo e tenebroso inverno, exageros à parte, fui à um baile de carnaval. Não um baile qualquer, fui ao baile do Copa. Fazia tempo que meu cumpadre, padrinho de Bruno,meu mais novo, me chamava, e eu nunca animava à ir. Dessa vez, ele convidou uma amiga nossa com o marido, Ana Tereza e Gil. Ana e eu somos muito amigas. Acabei animando e fui. Pedi que eles me buscassem, e para entrar no corsa duas portas de longo já foi engraçado, pois a Ana tem quase um metro e oitenta, e o banco da frente quase encosta no de trás, sorte que sou pequeninha! De longo, pois é, no Copa, ou você vai de fantasia de luxo, ou black tie, como diz o convite! No carro viemos rindo, porque eu não compreendia como alguém poderia gostar de pular carnaval de smoking, mas tudo bem, fazia parte. Chegamos lá, o aparato era chic. Eles colocaram uma cancela para barrar carros indesejáveis, e só se passava mediante a apresentação do convite. Isto feito, descemos do carro, rindo, porque sair de lá de trás pra mim foi uma piada, e meu cumpadre já nos esperava na porta. Entramos no Copa e fomos para o bar Ciprianni, que é lá dentro, fazer hora, porque depois de quinhentas mil recomendações do cumpadre para não esquecermos o convite, ele esqueceu o dele, e o motorista tinha ido de táxi até a casa dele buscar. Ficamos ali conversando e fazendo hora até que o tal convite chegou e fomos para o Goldem Room. Passamos pelos guardiões da entrada, onde entregamos nossos convites, e recebemos uma pulseira, que só saiu cortando, para mostrar que você não era "penetra". Olhei para a cara de Ana e desatei a rir, reclamei que não tinha combinado com a minha roupa tão chic, que poderia ser prateada ou dourada pelo menos! ![]() Subimos as escadas, e entramos na China Imperial! A decoração estava maravilhosa, bem colorida, artistas vestidos a caráter, tudo de muito bom gosto. Um buffet super variado, o convite é caro, mas dá direito a tudo! No nosso caso, fomos convidados pelo próprio Copa, ou seja, boca-livre mesmo. Entramos no camarote reservado para os convidados da casa e nos ajeitamos, porque não tinha mesa, eram cubos grandes para sentar. Sorte que não tinha muita gente. O baile já tinha começado, meio vazio, porque as pessoas sabem mais ou menos a hora que o baile esquenta, e deixam pra chegar lá pela 1 da manhã, o baile começava as 23 horas. Lá tinha muita gente famosa. Luiza Brunet, com o marido Armand e a filha Yasmin. Até aí eu prestei atenção, depois resolvi me divertir e não vi mais quem estava ou deixava de estar. A banda começou tocando músicas antigas, que povoaram meus carnavais na infância, e pensei comigo, esse baile vai ser ótimo, mas conforme o tempo foi passando, muitas músicas não foram tocadas, e cheguei a conclusão que o repertório deles se resumiu a 25 músicas exaustivamente repetidas. Pra encerrar o post que está ficando grande demais, resta dizer que na verdade, me propus a me divertir, e consegui, pulei muito com a Ana, e rimos muito vendo as figuraças que por lá apareceram. Foi uma experiência ótima!
:: 01 de março, 2003 ::
Carnaval.
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Tudo era distribuído entre os netos, e íamos pra bailes, Av Rio Branco, Flamengo, blocos, era muito bom. Um dia estava com meu avô na cidade, vendo os blocos, com meu saquinho de filó repleto de confete, e minha lança-perfume na mão. Ele de mão dada comigo, e andávamos para ver um bloco que ia passar, não sei porque me virei derrepente, alguma coisa deve ter chamado minha atenção, creio que eu tinha uns sete anos, e levei um jato de lança nos olhos! Como aquilo ardeu, lembro que meu vô ficou desesperado, e as pessoas em volta também, pois eu só chorava e cobria os olhos, e ninguém sabia o que havia acontecido. Buscaram água gelada, lavaram meus olhos e aos poucos a dor foi passando. Minha mãe também adorava carnaval, e até meus nove anos, era ela quem fazia e bordava minhas fantasias, como essa da foto. Cheia de missangas, canutilhos, paetes, bordou as sapatilhas e o chapéu. Com o tempo o carnaval foi ficando tão promiscuo, que fui perdendo o gosto por ele, hoje me limito a ver pela televisão, e se viajo, procuro estar longe de bagunça. As vezes, quando vejo um bloquinho de interior, e estou com o filho menor, ainda animo a sair com ele. Sinto saudade dos blocos passando na Avenida Copacabana, com as pessoas fantasiadas, e preocupadas de estarem decentes, para não chamar muito a atenção, melindrosas, índios, pierrôs, bailarinas, sarongues comportados, porém sexys pela barriguinha de fora. A avenida era preparada com antecedência, enfeitada do posto seis ao Leme, com motivos iluminados de carnaval, a noite era um sonho, e isso acontecia no natal também. Fico triste por meus filhos terem perdido isso...era bom demais! |
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